BOLÍVIA | Crescem as lutas dos trabalhadores contra as demissões, em defesa da saúde e da educação

Diante do desastre da pandemia e da fome
Crescem as lutas dos trabalhadores contra as demissões, em defesa da saúde e da educação

Por Alternativa Revolucionária do Povo Trabalhador (ARPT)
Tradução Lucas Schlabendorff


Nos últimos dias, diferentes setores dos trabalhadores saíram às ruas, expressando sua indignação contra as políticas do governo e das grandes empresas, de usar a crise da pandemia para seus propósitos políticos, de saque e exploração.

Os trabalhadores da saúde pública têm realizado protestos em diferentes cidades e hospitais diante do abandono da saúde, em meio à pandemia, sem empregos ou direitos.

Trabalhadores de fábricas realizam vigílias e marchas contra as demissões em dezenas de fábricas.

Os professores rurais e urbanos, juntamente com os pais, estão em greve e protestam contra a política de privatização da educação do governo de Añez e seu ministro Cárdenas.

Há também bloqueios e protestos na zona sul de Cochabamba que, em sua maioria, não tem água e nem trabalho.

Essas e outras lutas são na prática ignoradas pela COB, e pela maioria dos dirigentes sindicais, que se limitaram a exigir eleições e mantiveram a boca fechada, quando o governo Añez concordou em realizá-las em 6 de setembro. Como se com a realização de eleições os problemas muito sérios dos trabalhadores tivessem sido superados.

O MAS, Añez, Mesa ou Camacho, juntos ou separados, só buscam o seu negócio eleitoral, para servir aos imperialistas e oligarcas. Nenhum tem qualquer interesse em um plano de emergência a serviço do povo trabalhador.

Nós da ARPT e do PT estamos defendendo a unidade das lutas. Estamos juntos com o Partido Socialista Revolucionário e os Fabris Socialistas Revolucionários, os grupos: Maestr@s por uma Propuesta Educativa, Frente Rebelión, Pachakuti magistério rural, defendendo um movimento de luta junto a todos os professores e pais, em defesa de uma educação democrática e igualitária, e defendendo uma proposta para a educação.

Nós da ARPT e do PT também participamos na coordenação de diferentes fábricas que lutam contra as demissões. E impulsionamos a luta unitária dos trabalhadores da saúde pública, Sirmes, do Fundo de Saúde e dos médicos, em defesa dos seus direitos e segurança na luta contra a pandemia.

Chamamos a continuar e unificar as lutas, a exigir dos dirigentes sindicais, ou mudá-los por outros que respondam às bases, e a construir a partir das bases propostas e objetivos de luta, exigindo que a maior parte do orçamento nacional seja destinado à saúde, educação, e tomar as fábricas se necessário para defender o nosso trabalho e salário, e promover a produção camponesa de alimentos saudáveis, preparando a unidade e organização para conquistarmos um governo operário através de assembleias populares, como defendemos como parte do Partido dos Trabalhadores, que possa resolver esta profunda crise política, sanitária e econômica.

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