EDITORIAL CS 105 | Construir novas manifestações unificadas

Mais um ano começa e o presidente Bolsonaro, seu Ministro Paulo Guedes e o presidente da câmara Rodrigo Maia seguem com o “ajuste fiscal”. São cortes de verbas sociais, redução de direitos e privatizações. Agora vem a Reforma Administrativa que visa reduzir conquistas dos servidores públicos. Isso mostra que Bolsonaro e Maia não estão preocupados com o povo. Eles vivem cheios de mordomias e têm parentes e amigos na mamata, tipo o Queiroz. Estão apenas atendendo os interesses dos empresários e dos banqueiros.

O ajuste fiscal não vai recuperar a economia, ao contrário, aprofunda a crise social. Seu objetivo é garantir os lucros da burguesia rebaixando salários. Além de garantir o pagamento da dívida interna e externa que já ultrapassa 5 trilhões de acordo com dados da Auditoria Cidadã da Dívida. No ano passado, foram pagos mais de R$ 1 trilhão ao sistema financeiro (R$ 2,9 bilhões ao dia). Só quem perde é o trabalhador e o povo. No INSS o povo se amontoa a espera de um benefício, enquanto os trabalhadores do órgão não têm condições de trabalho. Agora Bolsonaro decidiu militarizar o órgão com reservistas, o que vai gerar protestos dos servidores.

E como se fosse pouco, um representante do governo, Roberto Alvim, faz  discursos inspirado nos nazistas e num ideólogo de Adolf Hitler. Os nazistas foram responsáveis  pelo genocídio contra o povo judeu. Recentemente Alvin foi demitido do cargo, mas aí está um exemplo do tipo humano que está no poder.

Para combatê-lo só nos resta a organização e a mobilização. No mundo todo o povo se revolta. Ocupa praças e as avenidas do Chile. Faz greves e paralisa os transportes em Paris. Esse é o caminho que devemos seguir para enfrentar os atuais ataques.

O 13º do bolsa família e o reajuste do salário mínimo, além de incapaz de reverter a crise social, expressa a preocupação do governo com a insatisfação social que existe no pais. É preciso transformar essa indignação em ação direta nas ruas. Nesse sentido propomos:

Barrar o ajuste e o autoritarismo do governo Bolsonaro/Mourão exigindo um plano de luta da CUT, UNE, Centrais, movimentos sociais e partidos de oposição. Exigir Verbas para educação, empregos e aposentadoria e não para o pagamento da dívida. Barrar o Mais Brasil e a carteira verde-amarela! Revogar as reformas da previdência e trabalhista. Barrar a Reforma Administrativa. Reposição das perdas salariais! Não ao aumento das passagens de ônibus! Congelar os preços da sexta básica e tarifas. Por um plano de obras públicas para combater o desemprego.

Justiça para Marielle e Anderson! Punição ao atentado ao Porta dos fundos! Contra o extermínio do povo negro! Chega de chacinas como Paraisópolis/SP ou assassinatos como o de Agatha/RJ. Fim dos assassinatos de indígenas e camponeses! Punição aos grupos integralistas e a todos os que defendem os nazistas! Em defesa das lutas das mulheres

Cadê o Queiroz? Investigar profundamente Flavio Bolsonaro e seus assessores! Punir o laranjal do PSL. Revogação do mandato, prisão e confisco dos bens dos políticos e empresários corruptos! Expropriar as empresas mafiosas como a JBS e a Odebrecht

Em defesa da Amazônia! Fim dos desmatamentos e das queimadas do agronegócio! Garantia de recursos para combater o desastre ambiental nas praias do Nordeste. Barrar os projetos de privatização do Saneamento! Punir empresas que poluem como a Vale!


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